quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Festa de Nossa Senhora do Rosário 2017


Programação Religiosa

Dia 21/09 Quinta-feira – Abertura Oficial da Festa
06h – Ofício de Nossa Senhora
18:30 – Translado do Rosário – Saindo da residência de Maria das Neves, Rua: Trav. Vicente de Paula Leite, 938- Centro.
19:00h – Hasteamento da Bandeira, apresentação dos Grupos Folclóricos e Missa Solene.
Presidente da Celebração: Pe. Damião Pereira da Silva

Dia 22/09 Sexta-feira
19:00h – Celebração Eucarística
Noitários: CAGEPA, ENERGISA, Coletoria Estadual, Casa da Cidadania, SEBRAE, SIDETRAN, INSS e Delegacia dos Contadores de Pombal.
Presidente da Celebração: Pe. José Gomes do Nascimento
Concelebrantes: Pe. Ernaldo José, Pe. José Trajano, Pe. Erivânio de Sousa, Pe. Givanaldo Ferreira, Pe. José Casimiro e Pe. José de Sousa.
Apresentação grupo folclórico Pontões Mirins

Dia 23/09 – Sábado
19:00h – Celebração Eucarística.
Noitários: Agencias Bancárias, Bancos Postais, Associação Comercial, Comerciantes, Comerciários e CDL.
Presidente da Celebração: Pe. Francinário Linhares da Silva
Apresentação grupo Folclórico Pontões
Dia 24/09 – Domingo
19:00h – Celebração Eucarística
Noitários: CEMAR, Tiro de Guerra, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária e STTRANS.
Presidente da Celebração: Pe. Josinaldo Pereira de Lima
Apresentação grupo de Capoeira

Dia 25/09 – Segunda-feira
19:00h Celebração Eucarística
Noitários: Rádios Maringá FM, Opção 104 FM, Liberdade FM, Bonsucesso AM e Correios.
Presidente da Celebração: Pe. Gilsimar Ferreira
Apresentação do grupo Folclórico Congos (Adultos e Mirins)
Dia 26/09 – Terça-feira
19:00h – Celebração Eucarística
Noitários: Escolas Estaduais, Municipais, Particulares, UFCG, 13ª Região de Ensino, Instituto Belchior e ITEC.
Presidente da Celebração: Pe. Nicodemos Pereira da Silva
Apresentação do grupo Folclórico Reisados

Dia 27/09 – Quarta-feira
19:00h – Celebração Eucarística
Noitários: Profissionais da Saúde.
Presidente da Celebração: Pe. Damião Nunes Viana
Apresentação do grupo Folclórico Congos
Dia 28/09 – Quinta-feira
19:00h – Celebração Eucarística
Noitários: Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
Presidente da Celebração: Pe. Janilson Rolim Veríssimo
Apresentação dos grupos Folclóricos Pontões, Congos, Reisados e Capoeira na Barraca da Festa.

Dia 29/09 – Sexta-feira
19:00h – Celebração Eucarística
Noitários: Grupos de Serviços
Presidente da Celebração: Pe. Evandro Romero
Apresentação do grupo Capoeira
Dia 30/09- Sábado
19:00h – Celebração Eucarística
Presidente da Celebração: Pe. Pedro Custódio
Apresentação do grupo Folclórico Reizados
- Após a Santa Missa Translado do Rosário para a casa do Rosário.

Dia 01/10 – Domingo – Encerramento da Festa
MANHÃ
07:00h – Procissão do Rosário.
08:00h – Celebração Eucarística
Presidente da Celebração: Dom Francisco de Sales Alencar Batista
Concelebrantes: Pe. Ernaldo José e Pe. José Trajano
Contamos com a participação dos Padres da Forania de Pombal e filhos da terra.

TARDE
16:00h – Procissão com as imagens de Nossa Senhora do Rosário, São Sebastião, São Francisco, São Domingos de Gusmão e São Benedito
17:00h – Celebração Eucarística
Presidente da Celebração: Pe. Ernaldo José de Sousa

Hora do lanche

Doce de maracujá
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Amyr Klink

Frase

Se a vida não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana... Mas o quê?

Antoine de Saint-Exupéry

Boi velho

Uma das coisas mais ingênuas e comoventes da vida do Barão do Rio Branco era o seu sonho de fazendeiro. Homem nascido e vivido em cidade, traça de bibliotecas, urbano até a medula, cada vez que uma coisa o aborrecia em meio às batalhas diplomáticas, seu desabafo era o mesmo, em carta a algum amigo: “Penso em largar tudo, ir para São Paulo, comprar uma fazenda de café, me meter lá para o resto da vida…”
Nunca foi, naturalmente; mas viveu muito à custa desse sonho infantil, que era um consolo permanente.

Por que não confessar que agora mesmo, neste último carnaval, visitando a fazenda de um amigo, eu, pela décima vez, também não me deixei sonhar o mesmo sonho? Com fazenda não, isso não sonhei; os pobres têm o sonho curto; sonhei com o mesmo que sonham todos os oficiais administrativos, todos os pilotos de aviação comercial, todos os desenhistas de publicidade, todos os bichos urbanos mais ou menos pobres, mais ou menos remediados: pegar um dinheirinho, comprar um sítio jeitoso, ir melhorando a casa e a lavoura, vai ver que no primeiro ano dava para se pagar, depois quem sabe daria uma renda modesta, mas suficiente para uma pessoa viver sossegada; com o tempo comprar, talvez mais uns alqueires…

Meu pai foi durante algum tempo sitiante, minha mãe era filha de fazendeiro, meus tios eram todos da lavoura… Mas que brasileiro não é mais ou menos assim, não guarda alguma coisa da roça e não tem a melancólica fantasia, de vez em quando, de voltar?

Aqui estou eu, falso fazendeiro, montado no meu cavalo, a olhar minhas terras. Chego até o curral, um camarada está ordenhando as vacas. Suas mãos hábeis fazem cruzar-se dois jatos finos de leite que se perdem na espuma alva do balde. Parece tão fácil, sei que não é. Deixo-me ficar entre os mugidos e o cheiro de estrume, assisto à primeira aula de um boizinho que estão experimentando para ver se é bom para carro. Seu professor não é o carreiro que vai tocando as juntas nem o pretinho candeeiro que vai na frente com a vara: é um outro boi, da guia, que suporta com paciência suas más-criações, obrigando-o a levantar-se quando se deita de pirraça, arrasta-o quando é preciso, não deixa que ele desgarre, ensina-lhe ordem e paciência.

No coice há um boi amarelo que me parece mais bonito que os outros. O carreiro explica que aquele é seu melhor boi de carro, mas tem inimizade àquele zebu branco vindo de Montes Claros, seu companheiro de canga; implica aliás com todos esses bois brancos vindos de Montes Claros. O caboclo sabe o nome, o sestro, as simpatias e os problemas de cada boi, sabe agradar a cada um com uma palavra especial de carinho, sabe ameaçar um teimoso – “Mando te vender para o corte, desgraçado!” – com seriedade e segurança.

Ah, não dou para fazendeiro; sinto-me um boi velho, qualquer dia um novo diretor de revista acha que já vou arrastando devagar demais o carro de boi de minha crônica, imagina se minhas arrobas já não valem mais que meu serviço, manda-me vender para o corte…  

Rubem Braga

quarta-feira, 20 de setembro de 2017


Sonho compartilhado

Candidato a senador em 1986, Mauro Benevides estava em um palanque na praça dos Franciscanos, Juazeiro do Norte (CE), quando o candidato a deputado estadual Marcus Fernandes contou a lorota em forma de “sonho”:
- Sonhei que Padre Cícero Romão Batista baixava num monte nuvens diante de mim e, com aquela voz tronitoante, que só os santos possuem, apontou pra mim e disse: "Marquinhos tu és um dos meus!"
Mauro Benevides cutucou o orador por trás e implorou, ao pé do ouvido:
- Marquinhos, por favor, me bota nesse sonho!...
 
Diário do Poder 

Versículos do dia

E não tinham sede, quando os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a rocha, e as águas correram. Isaías 48:21

Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. João 4:14

As coisas

O encanto
sobrenatural
que há
nas coisas da Natureza!
No entanto, amiga,
se nelas algo te dá
encanto ou medo,
não me digas que seja feia
ou má,
é, acaso, singular...
E deixa-me dizer-te em segredo
um dos grandes segredos do mundo:
- é simplesmente porque
não houve nunca quem lhes desse ao menos
um segundo
olhar!


Mário Quintana 

Charge


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Nada no mundo se compara à persistência. Nem o talento; não há nada mais comum do que homens malsucedidos e com talento. Nem a genialidade; a existência de gênios não recompensados é quase um provérbio. Nem a educação; o mundo está cheio de negligenciados educados. A persistência e determinação são, por si sós, onipotentes. O slogan "não desista" já salvou e sempre salvará os problemas da raça humana.


Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando para o fogo.
(...)

Cora Coralina

Como funciona a nossa mente

A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, basta que você aceite-os.

Um cientista queria provar essa teoria, para isso conseguiu um voluntário na penitenciaria. Era um condenado à morte que participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar seu sangue até a gota final. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, seria libertado; caso contrário, faleceria pela perda do sangue.

O condenado foi amarrado em uma cama e com os olhos vendados fizeram um pequeno corte em seu pulso. Foi dito ao condenado que ouviria o gotejar do sangue na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama, tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que acreditasse que era o sangue dele que estava caindo.

Na verdade, era o soro do frasco que gotejava! De dez em dez minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o gotejamento diminuía. O condenado acreditava que era seu sangue que diminuía. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando mais pálido. Quando o cientista fechou por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue!

Prof. Menegatti

O lado engraçado de Ramalho Leite

Deputado estadual, deputado federal, secretário estadual e municipal, diretor de banco, Ramalho Leite só não foi tudo nessa vida porque não chegou a ser prefeito. Preferiu dar essa honra a Marta, sua esposa, prefeita duas vezes de Bananeiras, seu xodó. Imortal da Academia Paraibana de Letras, membro do IHGP, Ramalho Leite destacou-se também pela escrita e pelo humor fino. Como o leitor verá em seguida.

O soldado

Arlindo Ramalho, pai de Ramalho Leite, era prefeito de Borborema e pediu ao filho para acompanhar Nino Flor, filho de uma amigo dele, até o comando da Policia Militar. Nino pretendia ingressar na policia como soldado e, conhecendo o Cel. Gadelha, então comandante da PM, Ramalho foi até o seu Gabinete. O Comandante começou a indagar do candidato a militar?

- Você sabe ler e escrever?

-Não Senhor! Respondeu Nino.

-Sabe as quatro operações ? Somar, dividir, multiplicar?

-Não Senhor, repetia o candidato...

-Assim tá ruim, amigo! O Governador tá querendo melhorar os quadros da Polícia e quer que os soldados sejam pelo menos alfabetizados...

Foi interrompido pelo ex-quase soldado:

-Seu coronel, o senhor acha que se eu soubesse tudo isso que o Senhor me pergunta, eu vinha ser soldado de policia?

A operação 

Mazureik Morais, médico na Maternidade Cândida Vargas, colocava sua especialidade à disposição do deputado Ramalho Leite, de quem era amigo e colega de partido. Ramalho utilizou seus serviços para uma operação de períneo em Lourdes Galega, uma eleitora, profissional do sexo na Rua do Tôco, em Solânea. Operada, Lourdes não deu mais notícia. Voltando de uma festa no Casserengue, Ramalho deu carona a duas de suas colegas, que voltavam cedo para casa. Resolveu então lhes perguntar onde andava Lourdes Galega e a resposta foi ilustrativa:

- Ah! Deputado, depois que o senhor mandou fazer aquela operação nela, ela tá importante, aumentou sua tabela de preço e tá muito procurada... Sua outra companheira arrematou:

- Doutor, arranje uma operaçãozinha daquelas pra mim...

O carro preto

Para completar sua maioria na Assembléia, o governador Tarcisio Burity cooptou parte dos deputados do PDS para que formassem nova agremiação, o PL. Ramalho era Líder do Governo e do PMDB e foi obrigado a admitir também nesse grupo de sustentação ao Governo, o deputado Afrânio Bezerra, seu principal adversário no brejo e que, sem dúvida, deveria dividir com ele as atenções do governo naquela área. Mesmo contrariado, caloi-se. Mas passou a exercer constante vigilância sobre os passos do seu adversário.

Certa feita, passando pela sala da Secretaria Particular do Governador, viu em cima da sua mesa um bilhete do Governador para o Chefe da Casa Militar: determinava a entrega de um veículo oficial para o uso do deputado Afrânio. Era só o que ele queria. Desfilar pelo brejo em um carro preto. Era demais...
Surrupiou o bilhete e o carro nunca foi entregue ao deputado. Sem essa demonstração de prestigio ele terminou desistindo do governo. Sem carro preto, voltou à oposição em pouco tempo!

Verso infeliz

Seu Titiva, vereador em Pilões, quando na mesa de bar, dominava o ambiente versejando de improviso. De certa feita, Ramalho visitava Pilões como deputado estadual, e no clube local, em torno de uma mesa, reunia vários amigos, ouvindo os versos do poeta sem viola. Entusiasmado, Seu Titiva estava no meio de uma sextilha quando chega  o prefeito de Belém, Lula Firmino. Ramalho avisa:

 Chegou o prefeito de Belém, e seu Titiva completa:

 ...e o prefeito de Belém, nunca pagou a ninguém, como hoje quer pagar?...

Seu Titiva conseguiu a rima, mas teve que se derramar em desculpas ao prefeito pelo verso infeliz..

A branquinha

O Desembargador Semeão Cananéa era um grande apreciador da aguardente Rainha desde quando foi Juiz na Comarca de Bananeiras. Saiu de lá mas continuou fiel à famosa cachaça, sendo abastecido constantemente pelo seu fabricante, Mozart Bezerra.

Certa feita Ramalho Leite encontrou-se com o ilustre magistrado e se referiu à cachaça Serra Limpa, agora “muito famosa e melhor do que a Rainha”, fez a contra-propaganda. Ele já tinha provado a branquinha e concordou com seu conceito, mas, preveniu:

- Eu gosto da Serra Limpa, mas não faça propaganda disso... senão, Mozart deixa de me mandar a Rainha...

A lei do cão

Egídio Madruga enquanto foi deputado estadual, presidiu a Comissão de Justiça da Assembléia e emitiu parecer sobre todos os projetos que os deputados apresentaram. Costumava trabalhar em casa, para onde mandava levar os processos, que, às vezes, nunca voltavam...Certa feita, Ramalho Leite aguardava parecer em projeto de sua autoria, quando foi procurado por um assessor da CCJ com cópia do projeto para que o assinasse. Surpreendeu-se com o pedido e recebeu a explicação inusitada:
- É que a cachorra de Egídio comeu o seu projeto...

Eleitor de visão

Pelos idos de 1982 Ramalho era candidato a deputado estadual e fazia uma dobradinha com José Maranhão, candidato a deputado federal. Trocavam votos. Ramalho votava nele em Bananeiras e Solânea e ele votava em Ramalho em Belém e Dona Ines. Cada qual por sua conta. Próximo à eleição, quando o assédio e o petitório dos eleitores aumenta, procurou seu companheiro de luta para que autorizasse o pagamento da confecção de algumas dezenas de óculos para os seus eleitores. Cauteloso nos gastos como sempre foi, para não dizer “amarrado”, Maranhão olhou por cima dos óculos (dele) e, desconfiado, perguntou:

- Essas pessoas vão votar em mim mesmo Ramalho?:

- Claro que vão. É gente minha, de confiança e carentes, respondeu !

Ele então concluiu, escapando da despesa::

- Então... se vão votar em mim, é sinal de que têm boa visão... não precisam de óculos...

Cheque de motel

Ramalho era Líder do Governo Burity II e, em minoria na Assembléia, tinha dificuldade em aprovar as matérias de interesse do Palácio da Redenção. Um grupo de deputados, rebelados, ajudava a oposição a derrotar o Governo. Em plena Ordem do Dia, procurou o deputado Gilberto Sarmento, um dos rebeldes, e lhe informou que o Motel Fogeama estava publicando uma lista de cheques sem fundo e o nome dele constava da lista.

-Vá urgente ao Cartório de Chico Souto!

Gilberto esbravejou, disse logo que deveria ter sido um vereador a quem ele dera um cheque e saiu às pressas.

Quando ele saiu, o Governo reconquistou a maioria e Ramalho solicitou que se botasse a matéria em votação.

Sem Gilberto, o Governo ganhou mais uma...

Terminada a sessão, eis que Gilberto retorna e diz que não encontrou a tal lista.Até hoje não sabe que foi vitima de um ardil parlamentar...

O preso

Pelos idos de 1978 Ramalho Leite reclamou na Tribuna da Assembléia da decisão do juiz de Pilões, que proibira os comícios de ultrapassarem as dez horas da noite. Um cabo eleitoral seu e de Waldir dos Santos Lima que atendia pelo indecente apelido de Furico, dia seguinte, chegou em Pilões logo cedo com o jornal O Norte debaixo do braço, elogiando o deputado e endossando as criticas ao Juiz. Como o Juiz não podia prender o deputado, mandou prender Furico.

Ademar Leite, primo de Ramalho, lhe mandou um bilhete contando o fato e concluiu:

- O Juiz disse que, se alguém for lá pedir para soltar o Furico, ele não solta. Mas se ninguém pedir, na segunda feira ele solta o Furico...

E assim foi feito!

(Furico morreu em João Pessoa, assassinado por um taxista, quando, bêbado, confessava não ter dinheiro para pagar a corrida.)

Anjos e demonios

Na sua casa de Bananeiras, Ramalho mantém um painel com fotos em exposição. Lá estão Frei Damião, Collor, Figueiredo, João Agripino, Ernani Satyro, Pedro Gondim, entre outros. Essa exposição ele a denominou de “Ramalho Leite entre anjos e demônios”. O visitante escolhe quem é demônio e quem é anjo.
O jornalista José Euflávio acompanhou o então Governador Cássio Cunha Lima a Bananeiras. Vendo a exposição e querendo embaraçar Ramalho, perguntou para que Cássio ouvisse:

- Ôxente, não tem nenhuma foto de Ronaldo? (Referia-se a Ronaldo Cunha Lima, pai do Governador).

- “Ronaldo não é anjo nem demônio, Ronaldo é Santo” - escapou Ramalho, sob risadas gerais da assistência

O exame

Submetido a uma ultrasonografia abdominal que incluía exame de próstata, na clinica de dr.Lavoisier, ali na Duarte da Silveira, Ramalho ficou encantado com o diagnostico do médico:

Sua próstata é de um adolescente...

Mas assim mesmo, indagou inconformado:

- Dr. Não dá pra trocar por outra coisa de adolescente não?

O exame II

Ao se submeter a vários exames, por recomendação médica, para um checkup anual, Ramalho ouviu da atendente da clínica:

 A urina tem que ser colhida no primeiro jato...

Jato ? Espantou-se Ramalho e indagou:

- Não dá pra ser de um téco-téco não? 

Tião Lucena
 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Associação de Magistrados da Paraíba, emite nota de repúdio contra pombalense que teria feito postagens ofensivas contra juíza Candice Queiroga; Confira

A Associação de Magistrados da Paraíba (AMPB), emitiu nesta segunda-feira (18/09), Nota de Repúdio contra atos do pombalense José Tavares de Araújo Neto, também conhecido por "Boquinha", o qual teria realizada postagens numa rede social de cunho ofensivo a pessoa da Juíza Candice Queiroga de Castro Gomes Ataíde.

Recentemente, José Tavares foi condenado a pagar indenização de R$ 6.000,00 a uma servidora do Poder Legislativo de Pombal, por postagens indevidas. 

A sentença foi publicada e encontra-se com interposição de recurso por parte do demandado.
 
Confira a Nota da AMPB:
 
 
A Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) vem a público se solidarizar com a magistrada Candice Queiroga de Castro Gomes Ataíde em razão de declarações feitas pelo senhor José Tavares de Araújo Neto, em postagem publicada em rede social, com afirmações ofensivas e desrespeitosas, sem qualquer fundamento fático e de direito, tentando atingir a honra da juíza.

A AMPB repudia quaisquer declarações infundadas que visem desvirtuar a função judicial e macular a imagem da magistratura da Paraíba, sobretudo da utilização de um espaço sem qualquer oportunidade de contraditório, com o fim de desqualificar atos do Judiciário, ainda que sob o argumento da crítica democrática.

Se parte de um processo discorda da interpretação dada pelo juiz no julgamento da causa pode exercer seu direito à crítica por meio de argumentos que se refiram ao caso em questão e de preferência pelos meios legais. Sair do campo dos argumentos sobre os fatos e valores que envolvem o litígio para ataques à pessoa da juíza, por meio de declarações insultuosas, revela-se como uma conduta antiética e contrária ao debate democrático, além de ser tipificada como crime.

A AMPB repudia qualquer tipo de interferência à liberdade de julgar, ofensas pessoais, ou qualquer comportamento que vise desvirtuar a função judicial ou de seus juízes.

A Associação disponibilizará para a magistrada ofendida todos os meios legais necessários para a defesa de sua dignidade e espera que prevaleça o respeito ao Poder Judiciário e aos seus juízes, como resguardo da Justiça, da ordem democrática e da liberdade de expressão calcada em preceitos éticos.

João Pessoa, 18 de setembro de 2017

Juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha
Presidente da AMPB