terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Charge



Humor

A velha não tinha amigo não tinha nada e resolve se suicidar. Ela ligou para o médico e pediu a posição exata do coração e o medico falou, que era a dois dedos abaixo do seio esquerdo. No dia seguinte a manchete da velha apareceu nos jornais:
– Velha tenta suicídio, com tiro no joelho!


5 autores adorados por Gabriel García Márquez

A lista de admiradores de Gabriel García Márquez ao redor do mundo é imensa e passa por nomes como Luis Fernando Verissimo, Isabel Allende, Gilberto Gil e até Barack Obama. Seu prestígio e importância são inquestionáveis, mas você já parou para pensar quem são os ídolos desse grande escritor? 
 
Listamos 5 dos autores por quem Gabo nutria grande respeito e adoração:

1. William Faulkner
 
Nobel de Literatura de 1949, Faulkner foi entusiasta da técnica do Fluxo de Consciência, presente em muitas das obras de Gabriel García Márquez. Luz em agosto (1932) foi uma das obras de Faulkner que marcou a trajetória do colombiano: “(...) comecei a fumar, à minha maneira de então, acendendo um na beata do outro, enquanto relia Luz em agosto, de William Faulkner, que era então o mais fiel dos meus demônios tutelares.”. Em sua autobiografia, Gabo deixa clara sua obsessão pelo trabalho do escritor norte-americano, fundamental para sua formação.

2. Ernest Hemingway
 
Autor de obras como Morte à tarde (1932), As verdes colinas da África (1935), Por quem os sinos dobram (1940) e O velho e o mar (1952), Hemingway foi Nobel de Literatura em 1954. O americano foi modelo de técnica e disciplina na escrita para García Márquez. Ele mesmo explica que “Faulkner é um escritor que teve grande influência em meu espírito, mas é Hemingway a quem mais devo em termos de estilo – não só por seus livros mas por seu assombroso conhecimento do domínio artesanal que se requer no exercício da escrita.”. Segundo Gabo, Hemingway o ensinou lições como, por exemplo, “quando escrever se torna difícil vale a pena reler as próprias obras para recordar que sempre foi árduo escrevê-las.”.
 
3. James Joyce
 
Irlandês, James Joyce foi um escritor complexo cuja profundidade trouxe importantes renovações na literatura universal. O início da carreira de García Márquez foi marcado por comentários sobre os traços joyceanos presentes em seus contos. O romance Ulisses (1922), obra que narra 19 horas de um dia na vida de Leopold Bloom, foi marcante na história de Gabo. Sobre ela, o escritor declara: “li aos bocados e aos tropeços até que a paciência não me chegou para mais. Foi uma temeridade prematura. Anos mais tarde, já adulto domesticado, entreguei-me à tarefa de relê-lo a sério e não só foi a descoberta do mundo próprio de que nunca suspeitei dentro de mim, como também uma ajuda técnica inapreciável para a liberdade da linguagem, o manejo do tempo e as estruturas dos meus livros.”.

4. Virginia Woolf
 
A britânica Adeline Virginia Woolf escreveu obras hoje consideradas clássicos do romance moderno. To the lighthouse (1927) foi considerada pela crítica sua obra-prima, embora Orlando (1928), obra que leva no título o nome da protagonista, é tida como sua principal personagem literária. Em Woolf, Gabriel encontrou inspiração na técnica do monólogo interior que, segundo ele, ela manipulava como ninguém. Sobre a prática, muito utilizada por James Joyce, ele explica que “mais tarde, a descobri também em Virgínia Woolf, e de fato gosto mais como ela manipula a narrativa que o próprio Joyce.”. Essa referência foi predominante no primeiro romance de García Márquez, A revoada, de 1955.

O 5º nome é também a autora do livro de dezembro do clube.
 
O próximo livro surpresa do clube é de autoria de uma das escritoras favoritas de García Márquez. A autora, ainda pouco conhecida no Brasil, é uma catalã que percorreu diversos gêneros, como o conto, o teatro, a poesia e o romance - esse último considerado seu maior êxito literário. “Poucas pessoas sabem, fora da Catalunha, quem foi essa mulher invisível que escrevia em um catalão esplêndido uns romances lindos e consistentes como não se encontram muitos nas letras atuais [...]. Seus livros permitem vislumbrar uma sensibilidade quase excessiva e um amor pela sua gente e pela vida de sua vizinhança que talvez seja o que dá um alcance universal a seus romances”.

Fonte e créditos aqui 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017


Versículos do dia

Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? Isaías 8:19

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. Mateus 6:24

Psseata de protesto contra a ceia de Natal

Frase

O tempo não é uma medida. Um ano não conta, dez anos não representam nada. Ser artista não significa contar, é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade.

Rainer Maria Rilke

domingo, 10 de dezembro de 2017

"A ciência meu rapaz é feita de erros, mas de erros benéficos, já que conduzem pouco a pouco à verdade. 

Júlio Verne


A consciência da glória

 (Stendhal)

André Gide, em seus diários, conta que aos 20 anos ficava enraivecido quando caminhava pelas ruas de Paris e as pessoas não percebiam, pelo seu olhar, as obras-primas que ele viria a criar um dia. 

A consciência precoce da própria genialidade poderia ser um dos atributos típicos da genialidade, caso não existisse um fenômeno quase indistinguível dela: a ilusão precoce de que se é um gênio, sem ser. 

As mesmas ruas de Paris por onde caminhava André Gide estão sendo percorridas hoje (e o foram há dez anos, e há vinte, e há trinta) por outros jovens de olhar igualmente intenso e chamejante, conscientes das obras-primas que trarão ao mundo – mas que acabam não trazendo nada além de muita conversa em mesa de bar, algumas dúzias de artigos acadêmicos e muita fumaça de cigarro sem filtro.

Sem contar que muitos gênios em potencial não comungam dessas certezas. Criam, mas não crêem; criam massacrados pela descrença em si próprios. Kafka, nos seus Aforismos, diz: 

“Antes eu não entendia por que não recebia nenhuma resposta à minha pergunta, hoje não entendo como podia acreditar que era capaz de perguntar. Mas realmente não acreditava, só perguntava”. 

 Hoje em dia, numa época de Egos bombados a poder de esteróides, duvidamos que alguém possa criar uma obra de peso baseada na dúvida e na insegurança, mas não há dúvida de que muitos criaram assim, criaram quase a despeito de si próprios.

No contexto em que vi a citação, não fica claro se Gide escreveu em seu diário quando tinha 20 anos e era anônimo (o que daria mais credibilidade ao seu sentimento) ou se o fez depois de consagrado. Se foi este o caso, sua frase pode ser uma espécie de desabafo “a posteriori”, depois de conquistado o objetivo. Como aqueles torcedores que nos minutos finais da vitória do seu time erguem para as câmaras de TV uma cartolina com a frase “Eu já sabia”.

Em todo caso, é o mesmo fenômeno que, ao que parece, se dava com Stendhal. Num ensaio que li há anos e cujo autor não lembro agora, vi um comentário a respeito do autor de O Vermelho e o Negro dizendo que ele só veio a publicar sua obra-prima na idade madura (aos 47 anos, mais ou menos), mas que durante a vida inteira se comportara como se já fosse o seu autor. 

Se for verdade, pode ser um desses casos de um indivíduo naturalmente seguro de si e até meio arrogante, que, quando produz uma obra de peso, de certa forma justifica seu modo de ser. 

Mas pode ser também um desses sujeitos que têm certeza de que algo importante lhes está reservado no futuro. Alguns (como Stendhal ou Gide) encontram-se um dia com esse destino. 

Outros não. São como o protagonista de A Fera na Selva de Henry James, que pressente algo de grandioso em sua existência futura mas, a certa altura da vida, percebe que o momento passou... e nada aconteceu. Infelizmente, esse “nada acontecer” acontece com mais frequência do que O Vermelho e o Negro ou Os Subterrâneos do Vaticano.

Bráulio Tavares
Mundo Fantasmo

Mentir para passar a ideia de que você só tem opiniões corretas é 'fake ethics'



Vivemos num ambiente em que a privacidade morreu. Qualquer um pode te filmar, gravar, fotografar em qualquer situação privada sem que você saiba.

Sendo você uma pessoa pública, o risco é evidentemente maior, mas, mesmo sendo você alguém absolutamente anônimo, o risco permanece. Uma pessoa pública hoje deverá evoluir para uma atitude monástica em relação à sua vida privada, às suas opiniões em âmbito privado e às mídias sociais. Ou ela praticará "fake ethics" como forma de segurança.

Para entender como entramos na era do "fake ethics" você deve ter sempre esse fato diante dos seus olhos e do seu coração. O linchamento hoje é uma garantia de que a mentira moral atingiu níveis nunca "dantes" vistos no mundo.

Mentira moral é algo conhecido por qualquer pessoa que tenha se dedicado ao estudo da moral. Nelson Rodrigues costumava dizer "mintam, mintam por misericórdia". Isso quer dizer: a vida em sociedade sem uma certa dose de mentira é insuportável. Somos muito frágeis para viver à base da verdade 100% do tempo. Uma vida "transparente" seria irrespirável.

A morte da privacidade via mídias sociais é essa transparência. E, quando a vida se torna transparente, o nível de mentira tende a crescer, do contrário todo mundo será linchado por algum grupo o tempo todo.

O nível "saudável" de mentira sempre foi guardado para pequenas opiniões em jantares de Natal ou reuniões da "firma". Agora, com o politicamente correto e a transparência das mídias sociais, a mentira se tornará marketing ético.

Quem estiver discutindo qualquer assunto mais complexo ou delicado mentirá para passar a ideia de que tem a opinião correta. E terá medo.

A mentira com a intenção de passar a imagem de que você só tem opiniões corretas é "fake ethics". Você ficará preso nessa ética falsa, do contrário você estará perdido publicamente. A inquisição se tornou moto contínuo no mundo das mídias sociais.

A substância da moral pública sempre foi, em alto grau, a hipocrisia. Negar isso é politicamente correto. E hoje, se você não for politicamente correto, você é linchado, perde amigos, empregos, contatos, sofre processos.

Quer ver como sempre existiu um nível razoável de mentira na sociedade? Se sua cunhada fez um regime e ainda assim engordou, você só dirá que ela engordou se for um escroto. Se um amigo seu pintou um quadro e você achou horrível, você só dirá que acha horrível se for um escroto. Esses exemplos nada têm a ver com a "fake ethics". Esses são exemplos de mentira misericordiosa.

"Fake ethics" é a prática profissional e pública da opinião politicamente correta a fim de conseguir trabalho, amigos, seguidores, patrocínio, contratos, contatos, sexo, enfim, um "futuro".

Qualquer coisa que dependa da sua imagem pública exigirá de você uma postura "fake". Se praticar "fake news" é ruim para o receptor de qualquer mensagem –pecado capital no jornalismo–, praticar "fake ethics" barateia o debate, atrofia a reflexão, nega a ambivalência da realidade, as sombras que nos cercam, a violência do "bons", as taras silenciosas, enfim, a "cola" da própria vida, que são os pecados, as inseguranças, os fracassos, os impasses que toda experiência humana, histórica e civilizada implica.

Exemplos: tudo será racismo, tudo será assédio sexual, tudo será homofobia, LGBTQfobia, tudo será feminicídio, tudo será machismo, tudo será desigualdade social, tudo será contra os direitos dos trabalhadores, tudo será contra a causa indígena, tudo será contra as vítimas sociais ou contra a democracia.

A culpa toda será da Igreja. Logo, você, com medo, praticará "fake ethics". E, com o passar do tempo, sem mesmo se dar conta, perderá a capacidade de reflexão pública em nome do sucesso e da segurança. Essa é a morte do debate público. 

LUIZ FELIPE PONDÉ (FOLHA ONLINE)

Você tem vinte anos pra tirar a mão daí

Não deveria me incomodar com um prêmio que já foi dado a Adolf Hitler, Vladmir Putin, Aiatolá Khomeini, Barack Obama e duas vezes a Josef Stálin, mas a revista TIME este ano resolveu esbofetear todas as mulheres que, como eu, tiveram que enfrentar dificuldades incalculáveis na vida por não aceitarem assédio ou trocarem carícias por fama e fortuna.

Exageros à parte, quem recusa o teste do sofá paga um preço, quem aceita sobe mais rápido. Fato. Ser ético e profissional, ter valores e princípios morais dados pela família e não por novela ou blogueiro lacrador, honrar pai e mãe, optar pelo bom, verdadeiro e justo sem atalhos ou concessões degradantes, pode ser um “teto de vidro” profissional e pessoal para quem se dá ao respeito. Se não houver violência ou coerção, é opção. Acertado não é caro.

Não me refiro às mulheres selecionadas pela TIME, mas é preciso dizer que todos que cedem a assediadores voluntariamente para acelerar o sucesso e engordar a conta bancária não me representam. As apressadas também não fazem jus a milhões de mulheres que se matam de trabalhar todos os dias, que fazem dupla jornada, que precisam ser mães, companheiras, filhas, irmãs, amigas, funcionárias, chefes, e mesmo assim não vão para a cama com o inimigo.

Perdoem meu francês, mas como respeitar uma mulher que desce a roupa para subir mais rápido na vida e depois de conquistar todo dinheiro e sucesso vem posar de porta-voz contra o assédio e a violência sexual? Quantas mulheres tão ou mais talentosas e aptas abriram mão de estar no topo para manter a própria dignidade? Quantas de nós tiveram vidas de entrega, sacrifício e puro altruísmo, que transformaram o mundo num lugar melhor sem lucrar nada com isso? Façam-me o favor!

Por mais que me esforce, nunca chegarei aos pés do heroísmo de Heley Batista, a professora que morreu há dois meses lutando contra um psicopata e com 90% do corpo queimado para salvar crianças que nem eram suas parentes, deixando seu bebê de um ano órfão. Onde estão as homenagens a seu exemplo e à sua memória? No dia que uma destas feministas de butique vier pedir minha piedade, mostrarei para ela a foto de Haley, esta sim a Mulher do Ano. Que o céu receba sua alma em festa.

Por mais que tente, nunca chegarei perto da alma heroica de Kayla Mueller, uma médica voluntária americana que foi capturada pelo Estado Islâmico na Síria e que foi mantida refém e estuprada constantemente no cativeiro. Antes de ser morta, Kayla tentou proteger várias outras mulheres de se tornarem escravas sexuais. Por que Kayla nunca foi capa da TIME?

Há algo de errado num mundo que aplaude desqualificadas que ficam ricas e famosas sabe-se lá como enquanto Heley Batista e Kayla Mueller viram notas de pé de páginas na história. Herói é quem coloca em risco sua própria segurança, seu patrimônio e sua vida para ajudar o próximo, não quem lucra numa troca de favores inconfessáveis e anos mais tarde, milhões e milhões na conta bancária depois, resolve, em outra jogada de marketing, faturar ainda mais com o vitimismo. Esse falso holofote não joga luz no verdadeiro problema do assédio.

Antes que os assassinos de reputações apareçam distorcendo esse texto, é bom deixar bem claro: os vilões dessas histórias de assédio são evidentemente os assediadores, mas quem topa voluntariamente trocar sexo por uma promoção ou um caminho mais curto para a fama não merece prêmios pelo simples motivo de que muitas mulheres, na mesma situação, recusaram a oferta. Outras ainda denunciaram seus agressores, correndo todo tipo de risco para que estes monstros não cometessem mais crimes e fizessem mais vítimas. São elas que merecem meu respeito e minhas homenagens. Acredite, sei do que estou falando, o caminho mais longo e sem “atalhos” para o sucesso é demorado mas é também libertador.

Muitas atrizes de Hollywood que hoje são festejadas como “quebradoras do silêncio” passaram anos numa bizarra mudez alimentando uma perturbadora cumplicidade que acabou protegendo predadores sexuais. Enquanto roteiros de filmes eram trocados e fotos no tapete vermelho com vestidos de grife eram tiradas, outras mulheres sem a mesma projeção que as empoderadas de Hollywood eram vítimas de estupros e assédio sexual. Por que demoraram tantos anos para se tornarem “a voz das mulheres”?

Não me peçam para reverenciar atuações de mulheres poderosas e milionárias que davam belos discursos com os olhos marejados sobre o assédio e a violência contra a mulher enquanto fingiam não saber quem eram os predadores, alguns deles na platéia como Harvey Weinstein. Não julgo nem condeno, cada um sabe de si, mas também não me peçam para aplaudir celebridades consagradas que escolheram se calar por anos e anos contra os algozes de quem não tinha a mesma voz.

Assim como nas telas, estas celebridades foram atrizes também na vida real, escondendo uma verdade inconveniente para blindar uma vida de festas, glamour, dinheiro e mentiras. Hipocrisia e atuações dignas de um Oscar.
Ana Paula Henkel
Estadão

Moro bota Lula no seu lugar

“Não debato com pessoas condenadas por crime”

Juiz Sérgio Moro

Fábula

Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta.
O homem ficou triste, pois não entendeu por que o seu pedido veio errado. Daí pensou:
Também, com tanta gente para atender. E resolveu não questionar.
Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixou esquecido.
Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores. E a horrível lagarta uma belíssima borboleta.
Deus sempre age certo! O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado. Se você pediu uma coisa a Deus e recebeu outra, confie.
Tenha certeza de que Ele dá o que você precisa, no momento certo.
Nem sempre o que você deseja é o que você precisa. Como Ele nunca erra na entrega dos pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar.

Prof. Menegatti

Soneto do Amor Como um Rio

Este infinito amor de um ano faz
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real, e que, contudo
Eu já não cria que existisse mais.

Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é o túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.

Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo...

E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.


Mário Quintana

Versículos do dia

E ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição. Gênesis 41:52

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. 2 Coríntios 1:3,4

Simon e seu acento

Quando chegou ao Senado, em 1974, o senador gaúcho Pedro Simon estreou sob o signo da dúvida: como se deveria pronunciar corretamente o seu sobrenome? A pergunta interessava até às taquígrafas. Logo no primeiro dia Simon fez um discurso, já sublinhando as frases com gestos marcantes, teatrais. Atacava duramente a ditadura. O senador Jarbas Passarinho, governista, com ar grave, pediu um aparte.
- Gostaria que V. Exa. esclarecesse de uma vez por todas: afinal, como devemos chamá-lo? Símon ou Simón? Seu acento é na frente ou atrás?
O plenário caiu na gargalhada. E Simon não respondeu.
 
 Diário do Poder

sábado, 9 de dezembro de 2017

É um grande engano pensar que o homem mediano só tem paixões medianas.

Georges Bernanos